Saltar para o conteúdo

Nunca mais arrancar ervas daninhas: Estas coberturas de solo facilitam a manutenção do jardim.

Homem a plantar ervas aromáticas num jardim com suculentas e flores coloridas ao ar livre.

Há um truque simples que pode fazer com que o seu jardim se mantenha quase limpo sem esforço.

Quem começa a tratar do jardim na primavera conhece bem o dilema: tudo rebenta, tudo fica verde - e, no meio das vivazes, as ervas espontâneas disparam por todo o lado. Em vez de passar todos os fins de semana de joelhos nos canteiros, com um raspador de juntas e uma pá de jardim, há uma solução surpreendentemente elegante: escolher bem as coberturas do solo, de modo a não deixar espaço para as infestantes.

Como as coberturas do solo abafam as ervas daninhas

A terra descoberta é como um convite para tudo o que não queremos no canteiro. Assim que a luz chega ao solo, as sementes começam a germinar por todo o lado. É precisamente aqui que entram as coberturas do solo: elas fecham as falhas antes de as ervas daninhas terem sequer hipótese de se instalar.

As coberturas do solo formam uma camada viva em forma de tapete, que retira luz, protege o terreno e trava de forma acentuada o avanço das ervas daninhas.

Estas plantas expandem-se rente ao chão, entrelaçam o solo com raízes e folhas sobrepostas e criam uma cobertura densa. Entre essa folhagem, quase não chega sol à terra. Muitas sementes de ervas espontâneas nem sequer chegam a germinar ou não conseguem atravessar essa camada compacta.

Além disso, o solo por baixo desse tapete verde conserva a humidade durante mais tempo, seca menos e aquece menos. As minhocas, os organismos microscópicos e os fungos do solo sentem-se mais confortáveis - e isso melhora, a longo prazo, a qualidade da terra e, por consequência, a saúde de todo o jardim.

Coberturas do solo contra ervas daninhas: por que esta solução é muito mais ecológica

Quem planta coberturas do solo não poupa apenas tempo; também protege o ecossistema do jardim. A mobilização constante da terra destrói as raízes finas e perturba os seres vivos do solo. Já os herbicidas não atingem só os “intrusos”, mas também plantas desejáveis, insetos e microrganismos.

As coberturas do solo funcionam como uma barreira natural:

  • sem venenos no solo
  • menos trabalho de terra, menos erosão
  • melhores habitats para insetos e organismos do solo
  • humidade mais estável - ideal para verões secos

O jardim passa uma imagem cuidada, embora intervenha muito menos. Depois de se estabelecer, este sistema continua simplesmente a trabalhar em segundo plano.

O trio forte: três coberturas do solo para quase qualquer situação no jardim

A estratégia torna-se realmente eficaz quando combina diferentes coberturas do solo. Assim consegue abranger, ao mesmo tempo, zonas soalheiras, secas, de meia-sombra e sombrias. Uma combinação testada reúne três espécies que se complementam na perfeição.

Tapete de tomilho: proteção aromática para zonas soalheiras e secas

O tomilho rasteiro adora sol, calor e solos pobres e bem drenados. É ideal para:

  • jardins de pedra e muros secos
  • caminhos e juntas com algum pisoteio ligeiro
  • jardins da frente com muito sol

As pequenas folhas perenes formam um tapete fechado e compacto. A cada passo, ou quando se passa a mão por cima, liberta-se um aroma intenso a ervas aromáticas. Na época da floração, no verão, a área fica coberta por uma nuvem de flores rosa a lilás - um verdadeiro íman para as abelhas e outros polinizadores.

Vantagem: o tomilho rasteiro suporta a seca de forma impressionante. Quem tem um local quente e mais pobre obtém assim uma cobertura do solo resistente e que exige pouca manutenção.

Ajuga rasteira para a sombra: proteção colorida sob árvores e junto a muros

Para áreas sombrias ou de meia-sombra, a ajuga rasteira é uma boa opção. Muitas vezes é vendida com folhagem verde-escura ou com tonalidades arroxeadas, e traz cor onde muitas outras plantas fraquejam.

Locais típicos de aplicação:

  • círculos de tronco sob arbustos ornamentais e árvores de fruto
  • faces norte das casas
  • bordaduras de canteiros à sombra de sebes

Na primavera, surgem pequenos caules florais eretos acima da folhagem, normalmente num azul frio. As rosetas densas impedem que as ervas espontâneas se espalhem entre as raízes de árvores e arbustos. Ao mesmo tempo, a área fica visivelmente mais cuidada do que um solo nu e com musgo.

Sedum resistente: um sobrevivente para solos problemáticos

Quando o terreno é pedregoso, pobre em nutrientes ou difícil de trabalhar, muitas plantas esgotam rapidamente as suas capacidades. É aqui que o sedum de porte baixo mostra a sua força. Sendo uma planta suculenta, armazena água nas folhas carnudas e aguenta até períodos de secura extrema.

Locais típicos de aplicação:

  • taludes e zonas periféricas de acesso difícil
  • coberturas de telhado e áreas com gravilha
  • locais extremamente pobres e pedregosos

Os caules deitam-se sobre o solo, criam novas raízes em vários pontos e fecham as falhas por si próprios. Em poucos meses, forma-se assim um tapete muito denso, que quase não pede cuidados.

Quantas plantas por metro quadrado fazem sentido

O ponto mais importante para obter resultados rápidos é a densidade correta de plantação. Quem planta com demasiada parcimónia continua durante anos a lutar contra as ervas daninhas entre as jovens coberturas do solo. Com um investimento inicial ligeiramente mais alto, poupa depois inúmeras horas de trabalho.

Área Número de plantas recomendado
1 m² de canteiro 8–10 plantas
5 m² de canteiro 40–50 plantas
10 m² de canteiro 80–100 plantas

Com esta densidade, as plantas costumam fechar o espaço ao longo de uma estação. Ainda assim, as raízes dispõem de espaço suficiente para se ramificarem, sem se sufocarem mutuamente.

Plantar corretamente: estes passos devem ser seguidos

Preparar o solo e colocar as plantas

Antes de levar as coberturas do solo para o canteiro, vale a pena fazer uma pequena preparação:

  • Soltar a camada superior com um ancinho e retirar raízes grossas e pedras.
  • Colocar os vasos num balde com água até deixarem de subir bolhas de ar.
  • Abrir covas de plantação suficientemente amplas para receber bem o torrão.
  • Assentar a parte superior do torrão ao nível da superfície da terra - nunca demasiado fundo.
  • Apertar a terra para que não fiquem bolsas de ar.

Uma pressão firme com as mãos à volta de cada planta assegura o contacto entre raízes e terra. Assim, desde o primeiro dia, as plantas conseguem absorver água.

Camada de mulch: cinco centímetros fazem a diferença

Logo após a plantação, segue-se um passo decisivo: uma camada contínua de cobertura morta entre as jovens coberturas do solo. São ideais produtos finos de casca, aparas de madeira ou até folhas trituradas.

Uma camada de mulch com cerca de cinco centímetros de espessura mantém o solo húmido, bloqueia a luz para as sementes das ervas espontâneas e ajuda as coberturas do solo na fase inicial.

O mulch não deve ficar encostado diretamente aos caules, para evitar apodrecimentos. Depois de espalhar, uma rega generosa ajuda a ligar o mulch ao solo e a fechar as últimas falhas.

Como pode acelerar o crescimento

Quem quiser pôr as suas coberturas do solo a desenvolverem-se mais depressa pode, antes da aplicação do mulch, espalhar uma camada fina de composto bem decomposto. O composto fornece nutrientes que são libertados lentamente e ficam disponíveis ao longo de vários meses.

Especialmente no primeiro ano de implantação, compensa regar com regularidade e de forma profunda nos períodos secos. Assim que as plantas dominarem o solo, passam a precisar - consoante a espécie - apenas de rega suplementar em verões extremamente quentes.

O que acontece ao fim de um ou dois anos

Quando o tapete fecha, a manutenção muda de forma clara. As ervas daninhas aparecem então, na maioria das vezes, apenas nos pontos onde existem pequenas falhas ou onde as sementes caem diretamente sobre o mulch. Essas plantas isoladas podem ser retiradas rapidamente com um puxão simples.

A grande vantagem nota-se no dia a dia: em vez de passar horas agachado nos canteiros, muitas vezes basta cortar ocasionalmente os caules já gastos, preencher aqui e ali uma abertura e apreciar o aspeto geral. Muitas coberturas do solo não precisam de poda, embora a tolerem quando se pretende limitar áreas ou manter caminhos desobstruídos.

Dicas práticas e possíveis armadilhas

As coberturas do solo não servem para todo o lado nem combinam com todas as plantas. As vivazes de porte baixo são boas parceiras, mas com arbustos de raízes vigorosas o espaço pode tornar-se apertado. Quem tem roseiras ou vivazes altas deve escolher variedades que não as sufoquem.

Um erro frequente é o excesso de nutrientes no solo. Algumas das espécies referidas sentem-se melhor em áreas mais pobres. Terrenos muito adubados favorecem plantas de crescimento mole, menos robustas e que envelhecem mais depressa. Aqui, menos é muitas vezes mais.

Fica ainda mais interessante quando combina coberturas do solo com vivazes amigas dos insetos. Assim, não obtém apenas uma área sem ervas daninhas, mas também uma faixa de floração viva e duradoura. Em especial, tapetes de tomilho combinados com lavanda ou sálvia trazem não só estrutura, mas também vida cheia de zumbidos ao jardim.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário