Se és especialista em Fórmula 1, este artigo não foi pensado para ti. Este explicador da Razão Automóvel destina-se a quem aprecia a Fórmula 1, mas ainda não domina todos os pormenores da principal disciplina do desporto motorizado.
Por isso, reunimos 15 factos e curiosidades sobre a Fórmula 1, para que até quem sabe menos sobre a modalidade consiga “brilhar” numa conversa entre amigos.
Mostra o que sabes e lança alguns destes factos durante a conversa.
1. 10 milhões por um Fórmula 1
Embora as equipas de Fórmula 1 não revelem os montantes, calcula-se que cada monolugar custe 10 milhões de euros. E este valor refere-se apenas ao carro.
A esse montante é preciso juntar a estrutura da equipa, os colaboradores, as peças sobresselentes, a produção e o desenvolvimento, os acidentes, o marketing e a comunicação, as viagens… Os 10 milhões de euros são apenas a ponta do icebergue.
As equipas de topo dispõem de orçamentos anuais superiores a 400 milhões de dólares. Sim, 400 milhões de dólares (cerca de 337,1 milhões de euros).
2. Aceleração dos 0-100-0 km/h em menos de 4 segundos
É impressionante. Um carro de Fórmula 1 consegue acelerar dos 0 aos 100 km/h em cerca de 2,5 s. Porém, não é sequer esta capacidade de aceleração que mais surpreende.
A progressão de velocidade de um monolugar de F1 torna-se ainda mais notável a partir dos 100 km/h. A aceleração dos 100 aos 200 km/h é, inclusivamente, mais rápida. Sem limitações de tração, um Fórmula 1 completa os 100-200 km/h em 2,0 s. Os 0-300 km/h são atingidos em apenas 10,6 s.
3. Discos de travão a 1000 ºC
Tão relevante como ganhar velocidade é… reduzi-la. Os monolugares de Fórmula 1 conseguem atingir 4 g durante a travagem. Num Grande Prémio, os travões chegam aos 1000 ºC, a mesma temperatura alcançada pela lava vulcânica.
É por essa razão que o procedimento de arranque de um Fórmula 1 exige bombas de aquecimento externas. Depois de entrar em funcionamento, há também um limite para o período em que cada monolugar pode ficar parado, sob pena de o motor aquecer em excesso.
6. Cada motor dura apenas 7 corridas
Como cada temporada prevê apenas três motores, cada unidade tem de resistir a sete corridas. Se um piloto exceder a atribuição de motores, será penalizado na grelha de partida.
E não se trata somente da prova de domingo: os motores também têm de suportar as sessões de treinos e de qualificação. Na década de 80, a realidade era diferente. As equipas utilizavam motores próprios para a qualificação, mais potentes, mas menos fiáveis, cuja duração era inferior a três voltas.
Os motores atuais são capazes de completar sete corridas sem comprometer o desempenho.
7. 80 mil componentes de alta qualidade
Num desporto em que cada centésima de segundo é decisiva, todos os elementos contam, incluindo os mais pequenos.
Estima-se que um Fórmula 1 tenha mais de 80 mil componentes. Todos são fabricados de acordo com os mais exigentes padrões de qualidade, até o mais simples parafuso.
Vê aqui toda a complexidade envolvida na produção de um elemento aparentemente tão simples como este (vais ficar impressionado!).
8. Pilotos perdem 4 kg por corrida
No habitáculo dos monolugares de Fórmula 1, as temperaturas podem ultrapassar os 50 ºC. Não existe ar condicionado: há apenas o espaço indispensável para cumprir a missão de ser o mais rápido e consistente possível.
Por isso, ao longo de um Grande Prémio, os pilotos de Fórmula 1 podem perder até 4 kg de peso. Isto é que é uma dieta rápida.
9. Os pneus também emagrecem
Os pilotos não são os únicos a perder peso. Também os pneus ficam mais leves durante a corrida, devido ao desgaste.
Falamos de uma perda de 0,5 kg de borracha, causada pela velocidade, pela força das travagens e pelas intensas acelerações laterais.
10. Os capacetes mais resistentes do mundo
Quando as velocidades ultrapassam facilmente os 300 km/h, toda a proteção é necessária.
Os pilotos de Fórmula 1 utilizam alguns dos capacetes mais resistentes do desporto motorizado. Apesar da adoção do arco de proteção HALO desde 2018 - um componente construído em titânio, com 9 kg de peso -, os capacetes continuam a desempenhar um papel muito importante na segurança dos pilotos.
Todos os capacetes passam por um processo de homologação destinado a assegurar a máxima proteção em caso de acidente.
11. Os carros de Fórmula 1 podem andar ao “contrário”
Em teoria, os carros de Fórmula 1 poderiam circular ao “contrário”. O apoio aerodinâmico criado pelas carroçarias permitiria que um Fórmula 1 andasse de “pernas para o ar”.
É uma hipótese e tudo indica que seria viável, embora ninguém o tenha tentado. O maior entrave estaria relacionado com a alimentação do motor e a lubrificação de determinados componentes.
12. Achas o volante do teu carro complexo?
Mais de 20 botões. Num Fórmula 1, o volante não é usado apenas para virar as rodas: reúne todos os comandos e regulações necessários durante uma corrida.
Como podes ver neste vídeo, trata-se de uma autêntica central de comando. Não chega ser veloz: os pilotos modernos de F1 precisam igualmente de ter a agilidade mental necessária para controlar todos os parâmetros do monolugar a mais de… 300 km/h.
13. Mais de 600 pessoas a trabalhar por equipa
Apesar de os pilotos serem as estrelas, existem centenas de pessoas a trabalhar nos bastidores em busca das vitórias.
A maior parte dos colaboradores das equipas desempenha funções longe das câmaras, desde o desenvolvimento às simulações de corrida. O objetivo? Ser o mais rápido e eficiente possível.
14. O último Grande Prémio de Portugal
Antes do inesperado regresso da Fórmula 1 ao Autódromo Internacional do Algarve, o grande circo da Fórmula 1 já tinha passado pelo nosso país.
Foi em Portugal que Ayrton Senna conquistou a sua primeira vitória. E foi no Circuito do Estoril, em 1996, que vimos a última corrida de Fórmula 1 realizada em Portugal. Esperemos que o Grande Prémio deste ano, no Algarve, seja o primeiro de muitos.
15. Acelerações laterais extremas
Como podes observar neste vídeo, graças ao trabalho aerodinâmico, os carros de Fórmula 1 conseguem gerar enormes níveis de carga aerodinâmica.
O suficiente para sujeitar os pilotos, em curva, a picos de aceleração lateral superiores a 6,5 g. Isto equivale a seis vezes e meia o peso do próprio corpo.
Agora imagina repetir este exercício durante um fim de semana inteiro, volta após volta.
É por estas razões, e por muitas outras, que todos estaremos este fim de semana colados aos ecrãs para ver a Fórmula 1. Que este seja o primeiro de muitos Grandes Prémios em Portugal nos próximos anos.
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