Num novo avanço da indústria aeronáutica chinesa para modernizar a Força Aérea com plataformas de desenvolvimento nacional, mais concretamente no âmbito da Xi’an Aircraft Corporation, a China terá realizado o primeiro voo registado do novo avião de transporte Y-30. Pelas imagens divulgadas nas redes sociais, apesar da fraca qualidade, trata-se de uma aeronave de transporte médio com um desenho exterior particularmente próximo do modelo A-400M produzido pela Airbus, o que suscitou várias suspeitas entre analistas.
Quanto aos pormenores, importa referir que a designação Y-30 é atribuída à aeronave por analistas da aviação do gigante asiático, não sendo ainda oficial, uma vez que Pequim não a apresentou formalmente; isso impede o acesso a muitos dos seus detalhes para lá do que as fotografias permitem observar. A partir dessas imagens, percebe-se que estamos perante uma plataforma equipada com quatro motores turboélice, provavelmente do tipo WJ-6, com hélices de seis pás. Deduz-se ainda que, apesar da referida semelhança de desenho com o A-400M, se trata de uma aeronave de dimensões consideravelmente inferiores.
Acresce que o avião dispõe de um trem de aterragem triciclo com rodas em tandem, o que, segundo os relatos, poderá indicar que está preparado para transportar cargas entre 25 e 30 toneladas; valor que o colocaria acima das capacidades dos modelos Y-8 e Y-9, actualmente ao serviço na Força Aérea da China. Em detalhe, as especulações actuais de quem analisa as capacidades aéreas do país apontam para que esta seja a plataforma destinada a substituí-los no futuro.
Outro elemento igualmente relevante está na forma e na disposição das asas, que à primeira vista fazem lembrar o desenho dos aviões C-130, com uma ligeira inclinação. Além disso, nota-se que em cada extremidade existem dispositivos de ponta alar, enquanto a cauda apresenta uma configuração em “T”; ambos os aspectos também levaram a comparações com o desenho dos aviões norte-americanos C-17.
Por fim, tomando por base as características já referidas, importa mencionar que o desenho também apresenta semelhanças importantes com um conceito revelado anos antes pela Aviation Industry Corporation of China (AVIC), mais concretamente durante o Salão Aeronáutico de Zhuhai de 2014. Nessa altura, os projectistas apostavam numa entrada ao serviço ainda nesta década, além de indicarem características que apontavam para uma autonomia entre 6.000 e 7.000 quilómetros com carga total e um peso máximo à descolagem de 80 toneladas.
Créditos das imagens aos respectivos autores
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