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Aquecimento: Nestas 3 grandes cidades francesas, as lareiras estão agora proibidas.

Homem a acender lareira a lenha numa sala com grande janela e móveis modernos.

Vários departamentos franceses também estão abrangidos por esta medida.

Se aquece a casa com aquecimento a lenha, vale a pena continuar a ler. E a razão é simples: as lareiras de boca aberta estão cada vez mais na mira das autoridades em França. Este tipo de combustão é apontado como uma fonte relevante de poluição do ar e está associado a problemas de saúde, incluindo doenças respiratórias e cardiovasculares, segundo a Pleine Vie.

Alternativas à lareira de boca aberta no aquecimento a lenha

Perante este cenário, as cidades de Lyon e Saint-Étienne decidiram proibir as lareiras de boca aberta. Em breve, Lille deverá seguir o mesmo caminho. Além disso, alguns departamentos avançaram com restrições semelhantes, como Isère (297 municípios) e Haute-Savoie (41 municípios).

De acordo com a mesma fonte, a região parisiense já tinha entrado nesta tendência em 2013, embora tenha recuado em 2015. Desde então, as lareiras de boca aberta voltaram a ser permitidas, desde que sejam usadas apenas como aquecimento complementar ou para efeito decorativo, e não como sistema principal.

Importa ainda notar que quem é afetado por estas regras pode optar por soluções mais eficientes, como recuperadores de calor (inserts) ou salamandras/fogões a lenha de conceção mais recente, que ajudam a reter e a distribuir melhor o calor e, ao mesmo tempo, reduzem as emissões. Há também alternativas “virtuais” que recriam o ambiente de uma lareira sem os inconvenientes do fumo e das partículas - e é possível encontrá-las tanto no YouTube como na Netflix.

Um ponto adicional a considerar é a manutenção: mesmo com equipamentos modernos, a limpeza e inspeção regular da chaminé e a utilização de lenha bem seca (com baixo teor de humidade) fazem uma diferença significativa na eficiência, nos odores e, sobretudo, na redução de fumo e partículas no interior e no exterior da habitação.

Uma mudança de paradigma no conforto térmico

A propósito de aquecimento, o Presse-citron tem abordado o tema com frequência. Um dos conteúdos que mais interesse gerou recentemente foi sobre a regra dos 19 °C, que está a ser repensada. Afinal, nem sempre é fácil sentir conforto a 19 °C sem aquele ligeiro arrepio. Brad Roberson, especialista em sistemas de aquecimento, sublinha que “a sensação de conforto térmico depende de muitos fatores para lá da simples temperatura”.

A humidade, a circulação de ar, o nível de atividade física e até a forma como nos vestimos têm um peso determinante na forma como o corpo “lê” o conforto. Estudos mais recentes indicam que, a 20 °C, o organismo consegue manter com maior facilidade a temperatura ideal de 37 °C, sobretudo em contextos sedentários, como teletrabalho ou leitura. Pode encontrar mais detalhes sobre este tema no artigo anterior referido pela publicação.

Também vale a pena olhar para alternativas de menor impacto ambiental, dependendo do tipo de casa e isolamento: em muitas situações, combinar uma fonte de calor eficiente (por exemplo, uma salamandra moderna) com melhorias de isolamento e controlo de infiltrações de ar traz ganhos imediatos no conforto e na fatura energética, sem depender apenas de subir o termóstato.

E do seu lado, o que pensa sobre estas diferentes regulações? Partilhe a sua opinião nos comentários.

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