As serras de salvamento fazem parte do equipamento transportado, por exemplo, em viaturas de resgate e em viaturas de combate a incêndios com capacidade de assistência técnica. Se forem cumpridos os oito passos seguintes no manuseamento de serras de salvamento, é possível trabalhar com esta ferramenta específica de forma segura e sem acidentes.
Antes de iniciar qualquer corte, garanta que existe coordenação clara entre quem opera a serra e o responsável pela manobra. Confirmem sinais simples de “parar/continuar”, delimitem a zona de trabalho e assegurem que ninguém permanece na linha de projeção de aparas, poeiras ou peças que possam libertar-se.
Também é recomendável verificar, ainda no início, se o equipamento de proteção individual é adequado ao trabalho: proteção ocular e facial, proteção auditiva, luvas apropriadas e vestuário resistente. Uma serra de salvamento só é verdadeiramente segura quando a operação e a proteção avançam em conjunto.
Passo 1 – Reconhecimento da situação
O reconhecimento segue a lógica circular do processo de comando e divide-se em três fases: analisar a superfície a cortar (a construção), avaliar (onde é possível cortar? a ferramenta é suficiente?) e decidir (como executar).
Passo 2 – Marcação
Para tornar claros, ao operador da serra, os cortes previstos, o traçado do corte e a sequência da operação, muitas vezes é necessário marcar os cortes no próprio objeto. Devem também ser assinaladas particularidades como vigas de telhado, dobradiças e outros elementos construtivos que não estejam diretamente visíveis.
Passo 3 – Primeiro corte parcial
Após coordenação entre a equipa, realiza-se o primeiro corte parcial - ou os primeiros cortes - até um ponto em que seja possível inspecionar o interior/estrutura do elemento a cortar.
Passo 4 – Inspeção com serras de salvamento
A inspeção após o primeiro corte é essencial para confirmar se a profundidade escolhida é adequada, se o reconhecimento foi corretamente feito e se o percurso do corte pode ser mantido conforme planeado.
Passo 5 – Reajuste
Deve ser feito um reajuste sempre que o corte tenha sido executado com profundidade insuficiente ou excessiva. Uma profundidade demasiado pequena significa que o material não fica totalmente seccionado e, por isso, não se consegue criar a abertura pretendida. Por outro lado, uma profundidade demasiado grande pode levar a danos em componentes adjacentes ou até em elementos estruturais portantes.
Passo 6 – Continuação do corte
Depois de alinhado o plano, podem ser concluídos os cortes restantes - ou o corte que ainda seja necessário - conforme acordado.
Passo 7 – Abertura
Quando todos os cortes tiverem sido executados corretamente de acordo com o planeamento, deve proceder-se à abertura da área (por exemplo, levantar/abrir superfícies de cobertura ou de parede, remover painéis de portões ou de portas).
Passo 8 – Fixação e segurança
No final, devem ser aplicadas as medidas de segurança necessárias (por exemplo, amarrar peças soltas) para evitar deslocações inesperadas. Caso seja necessária uma segunda abertura, os 8 passos devem ser repetidos desde o início. (Fonte: Os Cadernos Vermelhos, Prática de Equipamentos - Compacto: Serras de Salvamento 402)
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