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Os F-16 da Força Aérea dos EUA treinam com F-35A para melhorar a interoperabilidade com caças furtivos.

Dois caças militares estacionados numa pista com três homens em uniforme a discutir perto deles.

Os caças F-16 Fighting Falcon da base aérea de Holloman e aeronaves F-35A Lightning II oriundas da base de Luke deram início a um ciclo de treinos conjuntos com a duração de uma semana, destinado a reforçar a interoperabilidade entre plataformas de quarta e quinta geração da Força Aérea dos EUA (USAF).

As manobras procuram aumentar a capacidade da Força Aérea norte-americana para planear e conduzir operações de combate complexas em cenários de destacamento avançado. Para esse efeito, participam aviadores de várias especialidades, que trabalham de forma articulada no planeamento, preparação e execução de missões que reproduzem exigências operacionais reais.

O treino centra-se na integração de aeronaves com capacidades tecnológicas distintas. Enquanto o F-35A oferece sensores avançados e capacidades de fusão de dados que permitem detetar, seguir e partilhar informação sobre ameaças em tempo real, os F-16 acrescentam flexibilidade e versatilidade enquanto plataformas multimissão. A combinação de ambos os sistemas pretende otimizar a troca de informação e a coordenação tática em ambientes contestados.

“Este tipo de treino conjunto é crítico”, afirmou o coronel John Ethridge, comandante da 49.ª Ala na base aérea de Holloman. “Garante que os nossos aviadores conseguem operar em conjunto sem dificuldades, independentemente da aeronave ou da base de origem, e adaptar-se rapidamente aos requisitos da missão em qualquer ponto do mundo”.

Do comando da 56.ª Ala de Caças, o brigadeiro-general David Berkland salientou a importância desta integração desde cedo: “Dominar agora a integração entre caças, durante a fase de treino, prepara os nossos pilotos para uma maior letalidade quando forem destacados”.

O sucesso das operações aéreas depende igualmente do trabalho coordenado em terra. O pessoal de manutenção de ambas as bases atua em conjunto para manter as aeronaves em condições operacionais, realizando inspeções, reparações e tarefas de preparação dentro de prazos exigentes. Ao mesmo tempo, as equipas de armamento configuram os aviões com as munições necessárias para assegurar que cada saída decorra com plena capacidade.

Os pilotos de ambas as plataformas destacaram o valor do treino conjunto, referindo que estas missões reforçam a confiança, a comunicação e a compreensão mútua do papel que cada aeronave desempenha num cenário de combate. Além disso, a experiência é também relevante para as equipas de comando e controlo, responsáveis por coordenar o espaço aéreo, a logística e os tempos operacionais entre várias unidades.

Ao treinarem como uma força integrada, os aviadores reforçam competências diretamente aplicáveis a operações reais, nas quais é necessário destacar-se rapidamente, integrar-se com outras unidades e sustentar o poder de combate em ambientes complexos.

“É assim que mantemos a prontidão”, concluiu Berkland. “Construímos equipas preparadas através de treinos realistas, integrados, disciplinados e prontas para atuar onde quer que o poder aéreo seja necessário”.

Imagens obtidas da DVIDS.

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