Quem abre o congelador e encontra apenas uma parede de gelo conhece bem o problema: as gavetas encravam, as embalagens ficam coladas e o aparelho parece estar sempre a trabalhar. A camada de gelo não é só incómoda; também faz subir o consumo de energia. Neste momento, uma solução surpreendentemente simples com folha de alumínio de uso doméstico está a dar que falar - e pode travar de forma clara a formação de gelo.
Porque é que o congelador passa subitamente a consumir tanta eletricidade
O gelo acumulado nas paredes não aparece do nada. Sempre que a porta se abre, entra no aparelho ar húmido da divisão. Essa humidade deposita-se nas superfícies frias do interior, congela e vai crescendo camada após camada.
Segundo especialistas, basta uma camada de gelo de 2 a 3 milímetros para aumentar o consumo em cerca de 5 a 15 por cento. Quando a espessura chega a 1 a 2 centímetros, os peritos falam em até 30 a 40 por cento de consumo extra por ano. O motor tem de esforçar-se mais para manter de forma estável cerca de –18 graus.
Um congelador doméstico típico pode gastar, consoante o tamanho e a idade, entre 100 e 500 quilowatt-hora (kWh) por ano. Se o aparelho ficar permanentemente com gelo, depressa se aproxima do topo dessa faixa - sem que o modo de utilização mude. Quem tiver um congelador sem função automática de descongelação deve, por isso, descongelá-lo bem a cada três a seis meses e, entretanto, travar o crescimento do gelo.
Pouca espessura de gelo significa menos trabalho para o compressor - e menos euros na fatura da eletricidade.
Como a folha de alumínio no congelador engana o gelo
O método que anda a circular usa um material que já existe em muitas cozinhas: folha de alumínio comum de uso doméstico. O segredo não está no metal em si, mas no facto de criar uma superfície lisa que pode ser substituída.
O truque funciona assim, passo a passo:
- Descongele bem as paredes interiores do congelador e seque-as.
- Corte pedaços limpos e secos de folha de alumínio.
- Forre determinadas zonas das paredes com esses pedaços, alisando bem sem deixar vincos.
- Não aplique a folha sobre aberturas de ventilação, sensores ou serpentinas de refrigeração.
- Quando o gelo estiver bem visível, basta retirar a folha e substituí-la.
A camada de gelo forma-se preferencialmente sobre a superfície metálica lisa. Como a folha não fica fixada ao aparelho, pode ser retirada juntamente com o gelo. Em vez de passar horas a raspar ou a transportar água quente, basta um gesto e a parede volta a ficar limpa.
Nos congeladores com frio estático - ou seja, sem circulação de ar e sem tecnologia No Frost - isto pode tornar a rotina muito mais simples. Nesses modelos, as paredes interiores tendem a congelar com maior facilidade, porque o ar circula menos.
Folha de alumínio no congelador: quando o truque faz sentido - e quando não faz
Nem todos os aparelhos beneficiam da mesma forma. Uma classificação aproximada:
| Tipo de aparelho | Adequação do método da folha de alumínio |
|---|---|
| Congelador mais antigo, com arrefecimento estático | Muito bem adequado, porque tende fortemente a formar gelo |
| Congelador moderno com No Frost | Quase sem utilidade, porque já tem descongelação automática |
| Combinado frigorífico-congelador sem No Frost | Parcialmente adequado, desde que as zonas de ventilação permaneçam livres |
Nos modelos No Frost mais recentes, os fabricantes recomendam, na maioria dos casos, que o interior seja mantido o mais inalterado possível. Nestes aparelhos, evaporadores ocultos e canais de ar garantem um frio seco e em circulação. Camadas adicionais nas paredes podem perturbar a circulação do ar, tapar sensores ou, em caso de dúvida, até pôr em risco a garantia.
Quem tiver um congelador No Frost deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante em vez de tentar soluções improvisadas.
Quanto é que o truque da folha de alumínio poupa realmente em energia?
Ninguém consegue prometer um valor exato em euros, porque o consumo depende do modelo, da utilização e do ambiente. Ainda assim, os especialistas admitem que, mantendo consistentemente uma espessura de gelo reduzida, se podem poupar entre 20 e 50 kWh por ano, caso o aparelho estivesse antes muito congelado.
Num aparelho familiar típico com cerca de 350 kWh de consumo anual, isto corresponde a uma redução de cerca de 5 a 15 por cento. Consoante o preço da eletricidade, isso pode representar algumas dezenas de euros por ano. A própria folha de alumínio custa apenas alguns cêntimos, e muitos lares já a têm em casa.
O mais importante é combinar várias medidas:
- Abrir a porta o menos tempo possível e com a menor frequência possível.
- Deixar sempre arrefecer primeiro os alimentos quentes ou morno.
- Verificar e limpar regularmente as juntas da porta.
- Não colocar o congelador mesmo ao lado do fogão ou do aquecedor.
- Controlar a formação de gelo com o método da folha.
Quem seguir estes pontos alivia o esforço do motor, prolonga a vida útil do aparelho e reduz o consumo de forma percetível.
Aspetos de saúde: até que ponto é segura a alumínio no congelador?
O alumínio é frequentemente alvo de críticas, porque, em contacto com determinados alimentos, podem libertar-se quantidades mínimas. As entidades especializadas referem que essa libertação aumenta sobretudo com alimentos muito salgados ou bastante ácidos - especialmente quando permanecem muito tempo em contacto direto com a folha ou são depois aquecidos.
No caso do método anti-gelo, a situação é bem mais tranquila. A folha fica colada à parede interior e não toca diretamente nos alimentos. O gelo forma-se na superfície metálica, que depois é retirada juntamente com a folha.
Para manter a segurança alimentar, ajudam algumas regras simples:
- Guardar peixe, carne e alimentos muito salgados em caixas ou sacos próprios para congelação.
- Não embrulhar diretamente em folha de alumínio restos de pratos muito ácidos, como molho de tomate.
- Congelar os alimentos, em regra, em recipientes fechados - o que também protege contra queimaduras de congelação.
A folha de alumínio aplicada na parede interior tem pouco a ver com as preocupações clássicas associadas a alimentos embrulhados diretamente.
Outros truques simples contra o gelo no congelador
O método da folha é apenas uma peça do conjunto. Quem quiser combater o gelo de forma consistente pode fazer mais, sem grande esforço.
Enchimento correto e escolha da temperatura
Um congelador meio vazio trabalha de forma ineficiente, porque há muito ar a ser novamente arrefecido. Se estiver demasiado cheio, o frio deixa de circular bem. O ideal é um interior bem preenchido, mas sem estar apertado. Muitos fabricantes recomendam –18 graus como valor padrão. Temperaturas mais baixas trazem poucos benefícios adicionais, mas aumentam a conta da eletricidade.
Planear a rotina de descongelação
Quem só descongela de vários em vários anos acaba rapidamente com uma verdadeira avalanche de gelo nas paredes. Mais útil é manter um ritmo fixo, por exemplo duas vezes por ano. O método da folha pode alongar esse intervalo, mas não substitui a limpeza de base.
Na prática, resulta bem, por exemplo, planear bem o conteúdo do congelador na primavera e no outono, esvaziá-lo de propósito e descongelá-lo por completo. Nessa altura, também se podem gastar os restos que já estavam armazenados há muito tempo.
O que significam termos como No Frost e frio estático
Muitos consumidores deparam-se na loja de eletrodomésticos com expressões que não conhecem. Eis uma explicação curta:
- Frio estático: o frio vem diretamente das superfícies do evaporador nas paredes. Há pouca circulação de ar, razão pela qual a humidade se deposita rapidamente sob a forma de gelo.
- No Frost: o ar circula através de ventoinhas, a humidade deposita-se em evaporadores ocultos que se descongelam automaticamente. Quase não se forma gelo nas superfícies das paredes da zona de uso.
O método da folha de alumínio dirige-se claramente a quem tem aparelhos com frio estático. Quem possui um modelo No Frost deve concentrar-se antes em carregar o aparelho corretamente, manter as portas fechadas e conservar as juntas limpas.
Quem já pensa em substituir um aparelho muito antigo também pode considerar mudar para um modelo eficiente com tecnologia moderna. Sobretudo os congeladores dos anos 90 ou do início dos anos 2000 consomem muitas vezes o dobro da eletricidade de um aparelho atual da mesma dimensão. Em conjunto com pequenos truques do dia a dia, como a folha na parede, é possível reduzir de forma significativa as necessidades energéticas da casa.
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