Quem hesita agora no jardim arrisca-se, no verão, a ver tigelas vazias: uma árvore de fruto sensível decide em abril se a colheita será um sucesso ou um fracasso.
Muitos jardineiros amadores encantam-se na primavera com as flores cor-de-rosa e com os minúsculos frutos em formação - e julgam que a colheita já está assegurada. No caso do pessegueiro, essa ideia é um erro perigoso. É precisamente esta árvore que precisa, agora em abril, de algumas intervenções claras e atempadas. Sem elas, os frutos ficam pequenos, adoecem ou gelam pouco antes da meta.
Porque é que o pessegueiro decide a sua colheita em abril
O pessegueiro está entre as primeiras árvores de fruto a arrancar no ano. Assim que as temperaturas ficam mais amenas, a circulação da seiva acelera, os gomos incham e a copa ganha tons rosados. É exatamente nesta fase que, nos bastidores, decorre uma corrida contra o frio, os fungos e a sobrecarga da árvore.
Floração precoce, risco elevado
A floração precoce e vistosa é, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição. Enquanto a macieira ou a pereira costumam iniciar-se mais tarde, as flores do pessegueiro já muitas vezes estão em plena beleza em março ou no início de abril. Basta uma geada breve nesta altura para arruinar anos inteiros de produção. Ao mesmo tempo, as doenças fúngicas atacam agora com mais facilidade, porque as folhas novas são tenras e vulneráveis.
Quem não age no pessegueiro em abril perde muitas vezes a colheita de verão inteira - apesar da floração abundante.
A parte positiva: com algumas medidas dirigidas, é possível controlar surpreendentemente muita coisa nesta fase curta - desde o tamanho dos frutos até à estabilidade fitossanitária de toda a árvore.
O passo duro, mas necessário, no pessegueiro: desbastar os frutos
Um erro típico de quem tem jardim é deixar ficar em cada ramo todos os frutos pequenos do pessegueiro, porque isso parece significar “muita produção”. Mas isso sai caro, sempre.
Menos frutos, sabor claramente melhor
Quando há demasiados pêssegos pequenos num ramo, a árvore distribui a sua energia por demasiados pontos. As consequências são evidentes:
- frutos minúsculos e duros
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