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Investimento na exploração mineira em Portugal

Mulher com capacete branco e colete laranja observa um tablet em mina a céu aberto ao pôr do sol.

A Boliden Somincor, concessionária da mina de Neves-Corvo no Alentejo, prevê manter em 2026 um volume de minério processado próximo de 4,5 milhões de toneladas, um nível de estabilidade que, segundo a empresa, deverá prolongar-se nos anos seguintes.

Em declarações à agência Lusa, o director-geral da Boliden Somincor, Gunnar Nyström, afirmou que a empresa vai reforçar o investimento em exploração na operação, considerando-o determinante para a expansão futura da produção e para a longevidade da mina. O responsável acrescentou que este esforço se soma a outros investimentos orientados para garantir estabilidade produtiva, segurança operacional e o prolongamento da vida útil da exploração.

Prioridades de 2026 na mina de Neves-Corvo (Boliden Somincor)

De acordo com Nyström, as prioridades da empresa para 2026 passam por:

  • Reforçar a exploração, incluindo sondagens de superfície na extensão norte do jazigo de Lombador.
  • Realizar estudos geofísicos adicionais.
  • Actualizar o estudo de viabilidade da mineralização de Semblana.
  • Aumentar o desenvolvimento subterrâneo, reforçando a capacidade operacional da mina.
  • Concluir a certificação GISTM (sigla de Norma Global da Indústria para a Gestão de Rejeitados), assegurando padrões de segurança e sustentabilidade reconhecidos internacionalmente.

Segundo o director-geral, estas linhas de actuação “reforçam a estratégia da Boliden de consolidar Neves-Corvo como um dos pilares europeus na produção de metais essenciais para a transição energética”.

A empresa encara o próximo ciclo com confiança, sublinhando a integração total da Somincor na Boliden, o que, no entender de Nyström, permitirá aumentar o valor gerado pela operação através de maior investimento em programas de exploração e de um crescimento da produtividade.

Produção em Neves-Corvo: resultados mais elevados

De acordo com o relatório anual da Boliden, apresentado no início de Fevereiro e consultado pela Lusa, a mina de Neves-Corvo, situada no concelho de Castro Verde, registou no último ano:

  • 110 600 toneladas de concentrado de zinco;
  • 30 665 toneladas de concentrado de cobre;
  • 8 858 toneladas de concentrado de chumbo;
  • 58 718 quilogramas de concentrado de prata.

A produção de zinco e cobre superou a do ano anterior, e o mesmo aconteceu com os volumes de chumbo e prata, que também ficaram acima dos resultados de 2024.

Exploração, segurança e rejeitados: factores-chave para o futuro

O reforço da exploração e o avanço do desenvolvimento subterrâneo funcionam, na prática, como duas alavancas complementares: por um lado, permitem aumentar a probabilidade de identificar recursos adicionais em zonas como Lombador e Semblana; por outro, criam condições para sustentar a capacidade de produção e melhorar a flexibilidade operacional ao longo do tempo.

Em paralelo, a meta de concluir a certificação GISTM ganha particular relevância num contexto em que a gestão de rejeitados e a robustez dos sistemas de controlo se tornaram critérios centrais para investidores, reguladores e comunidades locais. Ao alinhar-se com uma norma global da indústria, a operação procura reforçar a confiança na sua abordagem de segurança e sustentabilidade, acompanhando as expectativas internacionais para projectos mineiros de grande escala.

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