A Estação Espacial Internacional (EEI) voltou a contar com a tripulação completa no sábado, depois de chegarem quatro novos astronautas para substituir colegas que regressaram mais cedo devido a preocupações de saúde.
Chegada da nova tripulação à Estação Espacial Internacional
A SpaceX transportou até à EEI dois astronautas norte-americanos, uma astronauta francesa e um cosmonauta russo, num voo que partiu de Cabo Canaveral, na Florida, no dia anterior.
Após a acoplagem, realizada a cerca de 446 quilómetros de altitude, a astronauta francesa fez uma saudação entusiasmada. Algumas horas depois, as escotilhas abriram-se e os sete viajantes espaciais abraçaram-se e trocaram cumprimentos efusivos.
“Vamos pôr mãos à obra”, disse Jessica Meir.
Evacuação médica inédita para a NASA em décadas
A rotação de tripulação foi acelerada na sequência de uma evacuação médica ocorrida no mês passado - a primeira do género na NASA em 65 anos de voos espaciais tripulados.
Um dos quatro astronautas lançados pela SpaceX no verão passado apresentou, segundo as autoridades, um problema de saúde grave, o que levou a uma decisão de regresso antecipado.
A NASA recusou divulgar a identidade do astronauta que adoeceu em órbita a 7 de janeiro, bem como pormenores sobre o sucedido, invocando a confidencialidade médica.
Impacto nas operações a bordo
Com a saída prematura, a estação ficou temporariamente com apenas três elementos para manter o funcionamento diário - um norte-americano e dois russos. Perante a redução da equipa, a NASA optou por suspender caminhadas espaciais e reduzir a investigação em curso.
Este tipo de ajustamento operacional é comum quando há menos pessoas a bordo: as tarefas de manutenção, monitorização de sistemas e apoio à experiência científica passam a ser priorizadas, enquanto atividades que exigem mais preparação e recursos - como certas operações externas - são adiadas até a tripulação voltar ao número previsto.
Quem são os quatro astronautas que vão permanecer 8 a 9 meses
Os novos residentes, com uma permanência prevista de oito a nove meses, são:
- Jessica Meir (NASA)
- Jack Hathaway (NASA)
- Sophie Adenot (França)
- Andrei Fedyaev (Rússia)
Meir, bióloga marinha, e Fedyaev, antigo piloto militar, já tinham vivido anteriormente na EEI. Na sua primeira missão à estação, em 2019, Meir participou na primeira caminhada espacial exclusivamente feminina.
Adenot, piloto de helicópteros nas forças armadas, torna-se apenas a segunda francesa a voar no espaço. Hathaway é capitão da Marinha dos Estados Unidos.
Regresso antecipado e avaliação médica em Terra
O astronauta doente e os restantes três tripulantes regressaram à Terra mais de um mês antes do planeado. A primeira noite após o regresso foi passada no hospital, seguindo depois para Houston.
A agência espacial indicou que não alterou os exames médicos pré-voo aplicados aos substitutos, mantendo os mesmos critérios de avaliação.
Além de proteger a privacidade, a política de confidencialidade médica também evita interpretações precipitadas sobre incidentes clínicos em microgravidade - um ambiente onde sintomas podem manifestar-se de forma diferente. Ainda assim, a prioridade operacional mantém-se: garantir que a EEI dispõe de pessoal suficiente para assegurar a segurança a bordo e a continuidade do trabalho científico.
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