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Sistemas de acesso para os bombeiros

Mão de bombeiro a usar leitor biométrico para abrir porta, com dois bombeiros e camião de bombeiros ao fundo.

Os sistemas modernos de controlo de fechos já quase não dependem de chaves tradicionais. Seja com chaves mecatrónicas, chips de transponder ou leitores biométricos de impressão digital (fingerprint): nas instalações de bombeiros, as novas tecnologias estão a substituir, cada vez mais, as antigas fechaduras mecânicas. A seguir, apresentamos os principais sistemas e as respetivas vantagens e desvantagens.

Quem faz parte de um corpo de bombeiros não reconhece esta cena? Ao soar o alarme, o primeiro a chegar ao quartel quer abrir a porta no mínimo de tempo, para que os colegas que vão chegando possam vestir rapidamente o equipamento de intervenção e as viaturas possam sair sem atrasos. Só que, no meio da pressa - e muitas vezes no escuro - a chave certa não aparece logo no molho. Com a adrenalina (e porque pode ter vindo a correr, a pé ou de bicicleta), as mãos tremem ao tentar destrancar a porta e perdem-se segundos valiosos.

Apesar de a tecnologia estar a avançar, a maioria dos edifícios de bombeiros na Alemanha, Áustria e Suíça continua equipada com fechaduras mecânicas. Ainda assim, a procura por sistemas mais recentes cresce de forma constante. Qual é a solução certa para um quartel depende do que os responsáveis exigem do sistema de fecho e controlo de acessos: pretende-se algo sobretudo funcional e económico, ou faz sentido registar (protocolar) cada abertura e, além disso, integrar funções adicionais no edifício?

Um exemplo prático é o da Berufsfeuerwehr Minden (Renânia do Norte–Vestefália, distrito de Minden-Lübbecke), que atualmente utiliza tanto um sistema mecânico como um sistema eletrónico. “A instalação mecânica existe cá por razões históricas”, explica Volker Niemeier, da área técnica da BF Minden. Os sistemas mecânicos são, no fundo, a forma mais simples de controlo de acessos: a aquisição tende a ser relativamente barata. Em contrapartida, a gestão torna-se bastante trabalhosa quando, por exemplo, é necessário instalar novos cilindros, atribuir novas chaves ou reorganizar permissões. Em soluções mais económicas, o acesso a determinadas áreas depende muito de quantas chaves cada elemento (ou titular de função) transporta. Já as soluções mais modernas e dispendiosas permitem reunir diferentes autorizações num único elemento de chave.

Além disso, num sistema mecânico não é possível alterar permissões “à distância” nem aplicar uma limitação temporal a uma chave. Se um bombeiro deixar de ter autorização de entrada, a única opção é devolver a chave. “Nestes sistemas, fora o custo baixo, não há vantagens”, refere Niemeier. Um cilindro mecânico custa, no mínimo, 220 €. O problema torna-se particularmente caro quando uma chave se perde e é preciso trocar ou adquirir de novo várias fechaduras e chaves - estas últimas por cerca de 28 € por unidade.

Antes de escolher uma solução, vale a pena definir cenários de utilização: quem tem de entrar 24/7, que portas precisam de acesso rápido em caso de alarme, que áreas devem ficar limitadas (armazéns, sala de comunicações, oficinas) e se é necessário um registo de eventos para auditoria interna. Também é importante prever o funcionamento em falhas de energia, garantindo procedimentos de emergência e redundância compatíveis com a operação do quartel.

Sistemas de acesso mecatrónicos nos bombeiros (mechatronische Zutrittssysteme)

Os sistemas de fecho mecatrónicos combinam o modelo clássico (chave e fechadura) com componentes eletrónicos de controlo. Podem incluir, por exemplo, um leitor de cartões e um abre-portas comandado, ou então um cilindro de fecho acoplado a eletrónica. Cilindros e ferragens mecatrónicas são mais caros: um cilindro começa, tipicamente, a partir de 350 €. Em compensação, as chaves (por exemplo, em caso de perda) são mais económicas, rondando 10 €, e oferecem vantagens funcionais face às fechaduras puramente manuais.

Em termos de arquitetura, distingue-se primeiro entre sistemas offline e sistemas online. Nos sistemas offline, a informação sobre quem pode entrar, quando e em que porta fica gravada nos próprios cilindros e ferragens. Isto exige algum tempo de configuração, porque as autorizações têm de ser gravadas em todas as portas relevantes. Como é necessário ir fisicamente “porta a porta” para atualizar as permissões, esta abordagem é muitas vezes conhecida como “rede de sapatilhas” (a ideia de caminhar pelo edifício para manter o sistema atualizado). Sempre que as permissões mudam, o processo de gravação tem de ser repetido em cada porta.

Nos sistemas online, as ferragens estão ligadas diretamente a um software, permitindo que as autorizações sejam transferidas em tempo real. O ponto menos favorável é que a cablagem e a infraestrutura associada podem ser trabalhosas. Já a grande vantagem das ferragens offline é a facilidade de modernização (retrofit) sem necessidade de cabos. “Nos sistemas mecatrónicos há muitas vantagens”, sublinha Niemeier: podem ser ligados à rede informática do edifício, o que permite protocolar cada abertura. Assim, torna-se possível verificar quem abriu que porta, em que momento e em que local.

Um aspeto adicional, sobretudo quando existe registo de acessos, é a proteção de dados e a definição de políticas internas: quem pode consultar os logs, durante quanto tempo são guardados e com que finalidade. Em contexto europeu, é recomendável alinhar estes procedimentos com boas práticas de conformidade e segurança, especialmente quando o sistema integra software e credenciais pessoais.

Sistemas por rádio, RFID e transponder

Nos sistemas por rádio, um comando (emissor portátil) ativa um recetor, que por sua vez destranca o elemento de bloqueio na porta.

Quando a identificação é feita através de ondas eletromagnéticas - os chamados sistemas RFID (Radio Frequency Identification) - a autenticação ocorre sem contacto. Uma unidade de leitura recolhe a informação encriptada que está guardada num suporte de identificação. Esse suporte pode assumir várias formas: cartões de identificação, porta-chaves em formato de chip, capas de chave, ou transponders autocolantes (que podem ser colados em praticamente qualquer objeto). Os transponders são dispositivos de comunicação por rádio…

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