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Corta-ferro na proteção civil: 19 dicas para uso seguro

Bombeiro em fato de proteção a cortar metal com rebarbadora, com viatura de bombeiros ao fundo.

As máquinas de corte com disco usadas pelos bombeiros (muitas vezes designadas simplesmente por cortadoras de disco) são úteis em várias situações operacionais. A abertura forçada de portas e a remoção de elementos de fachada são apenas dois exemplos frequentes. Para ajudar a trabalhar com segurança e consistência no teatro de operações, reunimos 19 recomendações essenciais para utilizadores.

Antes de iniciar qualquer corte, vale a pena confirmar rapidamente o enquadramento do trabalho: que materiais vão ser cortados, que riscos adicionais existem (incêndio, projeções, queda de elementos, tráfego, vítimas nas proximidades) e qual a melhor forma de delimitar a zona. Uma preparação curta, mas objetiva, reduz erros e acelera a intervenção.

Cortadoras de disco dos bombeiros: 19 dicas de segurança e utilização

  1. Cumprir as instruções do fabricante.

  2. Os discos de corte concebidos para velocidades periféricas mais elevadas vêm assinalados com uma faixa de cor.

  3. A rotação máxima permitida do disco de corte tem de ser, no mínimo, igual à rotação máxima da máquina.

  4. Para montar o disco, utilizar apenas flanges de aperto do mesmo tamanho e pertencentes à máquina. Apertar os flanges exclusivamente com a chave especial correspondente.

  5. Antes da montagem, fazer o teste acústico (teste de “som”) ao disco de corte. Depois de montado, realizar um ensaio de funcionamento.

  6. A carenagem/guarda de proteção deve estar ajustada de forma a proteger o utilizador.

  7. Em operações de corte no serviço de bombeiros, usar proteção facial acoplada ao capacete de bombeiro e óculos de proteção com proteção lateral.

  8. Garantir vestuário de proteção bem fechado e usar proteção auditiva.

  9. Durante o trabalho, assegurar sempre uma posição estável e segura.

  10. As faíscas geradas durante o corte podem alcançar uma distância horizontal de até 10 metros. Para prevenir riscos de incêndio, remover materiais e objetos combustíveis da zona exposta, sempre que possível, ou pelo menos cobri-los. Assegurar medidas de proteção contra incêndio.

  11. Ao cortar peças metálicas, garantir que o jato de faíscas é direcionado para longe do corpo.

  12. Não realizar trabalhos de corte em zonas com risco de explosão.

  13. Em operações de salvamento, proteger pessoas na área de trabalho contra faíscas e projeções, por exemplo com uma manta anti-fogo.

  14. Fixar, sempre que possível, tubos, perfis ou peças semelhantes. Não segurar as peças a cortar com o pé.

  15. Ao cortar à mão livre, segurar a máquina sempre com as duas mãos. Evitar prender/entalar o disco (empanamento). Por isso, não pousar o disco de forma brusca e, durante o corte, movimentá-lo na fenda de corte para a frente e para trás sem exercer grande pressão.

  16. Peças de aço deformadas podem estar sob tensão e, durante o corte, podem libertar-se subitamente e projetar-se.

  17. Após a utilização, pousar a cortadora de disco em segurança. Transportar e assentar a máquina apenas pela pega/manípulo, nunca pelo cabo de alimentação.

  18. Ao substituir o disco em equipamentos elétricos, retirar sempre a ficha da tomada antes de iniciar a troca.

  19. Depois da ocorrência é antes da ocorrência: voltar a acondicionar na viatura apenas equipamento limpo.

Uma boa prática adicional é integrar estas rotinas em treino regular: a colocação correta da guarda, a escolha do disco adequado ao material e o controlo da zona de faíscas tornam-se mais rápidos e fiáveis quando repetidos em contexto de instrução. Também é recomendável confirmar, antes do acondicionamento, o estado geral do equipamento (guarda, flanges, cabo, filtro/entrada de ar, fixações) para garantir disponibilidade imediata no próximo alerta.

Fonte: Informação DGUV 8651, “Segurança no serviço de bombeiros”

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