As máquinas de corte com disco usadas pelos bombeiros (muitas vezes designadas simplesmente por cortadoras de disco) são úteis em várias situações operacionais. A abertura forçada de portas e a remoção de elementos de fachada são apenas dois exemplos frequentes. Para ajudar a trabalhar com segurança e consistência no teatro de operações, reunimos 19 recomendações essenciais para utilizadores.
Antes de iniciar qualquer corte, vale a pena confirmar rapidamente o enquadramento do trabalho: que materiais vão ser cortados, que riscos adicionais existem (incêndio, projeções, queda de elementos, tráfego, vítimas nas proximidades) e qual a melhor forma de delimitar a zona. Uma preparação curta, mas objetiva, reduz erros e acelera a intervenção.
Cortadoras de disco dos bombeiros: 19 dicas de segurança e utilização
Cumprir as instruções do fabricante.
Os discos de corte concebidos para velocidades periféricas mais elevadas vêm assinalados com uma faixa de cor.
A rotação máxima permitida do disco de corte tem de ser, no mínimo, igual à rotação máxima da máquina.
Para montar o disco, utilizar apenas flanges de aperto do mesmo tamanho e pertencentes à máquina. Apertar os flanges exclusivamente com a chave especial correspondente.
Antes da montagem, fazer o teste acústico (teste de “som”) ao disco de corte. Depois de montado, realizar um ensaio de funcionamento.
A carenagem/guarda de proteção deve estar ajustada de forma a proteger o utilizador.
Em operações de corte no serviço de bombeiros, usar proteção facial acoplada ao capacete de bombeiro e óculos de proteção com proteção lateral.
Garantir vestuário de proteção bem fechado e usar proteção auditiva.
Durante o trabalho, assegurar sempre uma posição estável e segura.
As faíscas geradas durante o corte podem alcançar uma distância horizontal de até 10 metros. Para prevenir riscos de incêndio, remover materiais e objetos combustíveis da zona exposta, sempre que possível, ou pelo menos cobri-los. Assegurar medidas de proteção contra incêndio.
Ao cortar peças metálicas, garantir que o jato de faíscas é direcionado para longe do corpo.
Não realizar trabalhos de corte em zonas com risco de explosão.
Em operações de salvamento, proteger pessoas na área de trabalho contra faíscas e projeções, por exemplo com uma manta anti-fogo.
Fixar, sempre que possível, tubos, perfis ou peças semelhantes. Não segurar as peças a cortar com o pé.
Ao cortar à mão livre, segurar a máquina sempre com as duas mãos. Evitar prender/entalar o disco (empanamento). Por isso, não pousar o disco de forma brusca e, durante o corte, movimentá-lo na fenda de corte para a frente e para trás sem exercer grande pressão.
Peças de aço deformadas podem estar sob tensão e, durante o corte, podem libertar-se subitamente e projetar-se.
Após a utilização, pousar a cortadora de disco em segurança. Transportar e assentar a máquina apenas pela pega/manípulo, nunca pelo cabo de alimentação.
Ao substituir o disco em equipamentos elétricos, retirar sempre a ficha da tomada antes de iniciar a troca.
Depois da ocorrência é antes da ocorrência: voltar a acondicionar na viatura apenas equipamento limpo.
Uma boa prática adicional é integrar estas rotinas em treino regular: a colocação correta da guarda, a escolha do disco adequado ao material e o controlo da zona de faíscas tornam-se mais rápidos e fiáveis quando repetidos em contexto de instrução. Também é recomendável confirmar, antes do acondicionamento, o estado geral do equipamento (guarda, flanges, cabo, filtro/entrada de ar, fixações) para garantir disponibilidade imediata no próximo alerta.
Fonte: Informação DGUV 8651, “Segurança no serviço de bombeiros”
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