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Yves Saint Laurent é a marca de luxo mais popular em 2025.

Mulher em fato preto aplica batom vermelho com a Torre Eiffel ao fundo ao pôr do sol.

A empresa francesa mostra com brilhantismo que uma direção artística clara e consistente vale mais do que qualquer campanha de marketing.

A euforia do mercado de luxo no pós-COVID está a abrandar: o crescimento perde ritmo e a procura também, levando ao desgaste de alguns grupos (como a LVMH, por exemplo). Num cenário económico algo conturbado, certas casas conseguem, ainda assim, destacar-se de forma notável; é o caso da Yves Saint Laurent, que o mais recente Lyst Index coloca no topo das marcas mais procuradas. Este indicador, elaborado a partir dos comportamentos de compra e pesquisa de 160 milhões de utilizadores, coloca pela primeira vez a empresa francesa no ponto mais alto da hierarquia do luxo mundial.

Yves Saint Laurent: a força serena

Fundada em 1961, a casa YSL construiu a sua lenda entre a transgressão e o classicismo, uma dualidade muito própria que continua a cativar, tornando-se desde então a sua melhor ferramenta de diferenciação. Se fosse preciso compará-la a uma empresa tecnológica, seria sem dúvida a Apple, uma marca que sempre soube impor as suas normas e os seus códigos estéticos.

Anthony Vaccarello, à frente da casa desde 2016, conseguiu transformar o legado de Yves numa linguagem visual altamente codificada, presente em quase todos os seus produtos: silhuetas depuradas, fatos pretos, peles rígidas e óculos com uma geometria singular. Um estilo reconhecível entre mil, elogiado este ano pelo Lyst Index, que explica no seu relatório que as casas que se afirmam são aquelas com “uma direção criativa clara e uma execução coerente”.

Entre os produtos emblemáticos que seguem esta estética, o mocassim Le Loafer, modelo incontornável da estação outonal, entrou na lista dos artigos de luxo mais procurados do mundo. Emma McFerran, CEO da Lyst, explica que “os clientes compram agora com intenção, privilegiam peças versáteis que atravessam as estações e orientam-se para marcas com uma identidade forte”. Uma definição que corresponde palavra por palavra à estratégia de marketing da YSL: afirmar a sua identidade sem tentar reinventar-se todos os anos.

O mercado atual está saturado de coleções efémeras e de fast fashion, e a YSL recusa alinhar com esses ciclos frenéticos, afirmando-se como uma marca quase patrimonial, que nunca tem pressa. Sem cair no excesso nem na lógica do “sempre mais”, a casa parisiense consegue hoje preservar a sua autoridade. “Os fãs de moda valorizam uma visão clara e constante, incarnada por um produto forte e reconhecível”, resume Katy Lubin, vice-presidente de comunicação da Lyst. Ao recusar dispersar-se como muitas outras fazem (Balenciaga, Versace, Gucci, Prada, etc.), a YSL parece ter encontrado a fórmula certa.

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